A Natureza

 

De inúmeras galáxias que o Universo constitui, de extensos e infinitos sistemas que existem, desde planetas congelados até planetas com elevadas temperaturas, surge o planeta Terra, único em trililões de galáxias, razão que pode ser explicada por uma palavra: vida.
Por entre a imensidão das massas verdes, que são as florestas, corre veloz e ferozmente a água das montanhas, com um olhar mais cauteloso vê-se os pássaros a fazerem o que fazem de melhor, a voar pelo enorme céu azul, gritando: liberdade.
Neste planeta todos os seres vivos têm uma função: adaptar-se ao meio, vivendo do que a terra lhes dá. No entanto, o poder e a ambição de querer sempre mais, tornaram o Homem num ser implacável, destruidor.
Foi dominando os habitats dos outros seres vivos, destruindo-lhes, erquendo-se assim cidades desenvolvidas, poluídas, com gases poluentes a quererem sair de fábricas barulhentas. Como ao longo do tempo se foi modificando, interferindo a conceção natural dos processos, surgiram novas consequências: chuvas ácidas, a destruição da camada de ozono, ou seja, problemas que anteriormente à revolução industrial não existiam nem eram falados. 
A inovação e a inteligência do ser humano, superior a todos os animais que existem na Terra, desprezados por não possuírem capacidades cognitivas que se comparem, introduziram a energia nuclear, consequências: crianças e pessoas com defiiciências, causas: libertação de radioatividade e armazenamento de detritos nucleares.
Enfim, de um monte verde começa a surgir uma nuvem de poeiras, de repente uma mancha vermelha a correr muito lentamente, destruindo tudo o que lhe aparece à frente, noutro ponto do mundo, os cidadãos, muito atentos aos seus caminhos e à sua rotina, não notam que debaixo dos seus pés, que do chão está prestes a chegar uma força capaz de transformar uma cidade num caos, forças que surgem sem que ninguém esteja à espera, resultando mortes de seres inocentes, que somos todos nós...
A Naturez mostra-nos assim o seu lado obscuro e perigoso, mas isso é o que lhe torna ao mesmo tempo fascinante e cativante, porque ela fá-lo de modo a obter um equilíbrio no ecossistema, é por isso que designamos a estes acontecimentos trágicos de fenómenos naturais, fenómenos esses que são realizados por um poder incontrolável.
No meio das cinzas, no meio das florestas desvastadas por vulcões e incêndios, nasce uma flor, quando tudo parece perdido, a Natureza é capaz de nos surpreender, renas e traz consigo a beleza que é o verde.
Depois de tantas vidas perdidas para sempre, o Homem olha para as suas mãos e vê-as como armas, chegou o momento da reflexão, porquê continuar a inventar se o resultado dessa inovação tem sido sempre o mesmo?, porquê descobrir por esse enorme Espaço intergaláticooutras Terras, para substituir esta?
Deste modo, nós, seres humanos, com uma capacidade inteletual, incomparável a todos os seres que coabitam na Terra, é nosso dever e responsabilidade cuidar e preservar o planeta, já que o que fizemos até agora tem sido destruir, sem alguma desculpa e justificação credíveis, está na altura de usar as nossas competências racionais para o bem, despertar todos os cidadãos sobre a existência de energias renováveis, sugerir ideias úteis e inovadoras para o bem de todos os seres vivos, tendo em conta que este planeta não nos foi dado, tudo ocorreu por mero acso e coincidência, não podemos simplesmente esperar que ocorra novamente, dado que se trata de um processo natural.
A Terra não nos pertence, nós é que pertencemos a ela...


Da autoria: Laura Rodrigues