Textos
A Guerra



O Homem inventou máquinas destruidoras de vidas, com o seu orgulho e interesses a subirem pelo corpo até explodirem e unificarem no cérebro ideias vingativas, o ser humano tornou-se cruel e capaz de matar vidas até mesmo os da sua espécie.
Num suspiro profundo de um vento brando entre os campos verdejantes ouve-se o pisar de botas esmagadoras e sujas que pertencem a seres dominados pela inveja e maldade, esperando pacientemente pelo momento certo para efetuar a emboscada.
Ouve-se entre as árvores o murmúrio longo de uma palavra: guerra.
Escuta-se um grito desesperado de balas a quererem sair de armas que foram inventadas com um único propósito: matar.
No fim ninguém ganha, apenas se perde, a guerra é uma horrível realidade, olhem à sua volta, o choro de árvores caídas e queimadas, o choramingar de crianças com a cara desfeita em lágrimas porque perderam os pais, edifícios destruídos, a brutalidade é imensa que já não há palavras que a possam descrever.
A guerra está presente desde o aparecimento do Homem, antes usada para conquista de territórios e hoje para satisfazer algo que nos confunde na cabeça devido ao egoísmo, orgulho e ambição.
É um simples ciclo vicioso de poderes e interesses, no qual predomina a ganância e o racismo.
Como qualquer ser perfeito também nós, humanos, temos falhas que nenhum outro ser tem à face da Terra, é incrível tentar penetrar na nossa mente e encontrar no meio desse grande, enorme labirinto, monstros que nos assombram e nos tornam incrivelmente maléficos e cruéis.
Por fim, no meio do sangue derramado nas nossas mãos criadoras da destruição, por entre os campos cheios de corpos enterrados, a água passa e leva tudo de mau e traz de volta a pacificidade que é a Natureza, as nuvens no céu afastam-se e os raios da estrela brilhante da manhã e da tarde batem na terra abatida que foi atravessada por uma bandeira branca a flutuar nos grandes olhos de todas as crianças deste mundo momentaneamente pacífico, é a paz que purifica e perdoa todos os males momentaneamente esquecidos.
Da autoria: Laura Rodrigues